Economizamos palavras para não expormos aquilo que sentimos,
nos enclausurando nesta couraça fortemente adoemticada.
Guardamos abraços para não trocarmos o calor
que é tão sutilmente expelido quando nos deparamos com a frieza de outros corações.
Poupamos soluções para relutarmos em sermos vitoriosos de nós mesmos,
não perdendo o sentido da busca da superação de nossos vazios.
Nossa fonte de vida, que deveria ser a relação,
está se tornando o tesouro que uns conquistam,
alguns gastam efêmeramente e
outros guardam debaixo do colchão,
esperando por um dia ideal para melhor puderem vivenciá-la.
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