quarta-feira, 2 de julho de 2008

Trabalhos

O que faço com tantos "não faço"?
Já nem sei se acabo ou se recomeço o fato.
O fato é que não consigo colocar a ordem nos fatores para produzir o produto.
Eles querem o produto enquanto eu me definho neste processo.
A criação está condenada pela indagação,
Será que o que eu tenho que fazer se enquadra naquilo no qual posso fazer?
O que está transbordando?
As métricas da regra ou as asas da criatividade?
Asas...acho que elas estão querendo se abrir para voar alto,
Voô com o qual não poderei medir durante o ritmo do trabalho.
Não há como lá do alto conseguir enxegar pequenos resultados,
somente vejo coisas grandes, que se movimentam no ritmo de minhas asas.
(26/11/07)

uma homenagem a mais um fim de semestre...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Dor no Peito

Coração arrancado com a sutileza d e um sorriso no fim de uma noite angustiante e pensativa viajada na sabedoria do samba.
Noite fria e solitária, sufocando pelo buraco no peito que sinalizou toda a falta de sorte que seguiu-se em anos de desencontros.
Houveram encontros felizes, marcados por suaves sorrisos envorganhados, mas que sempre demonstraram um desejo de que se podia ser conquistado.
Hoje, o mesmo sorriso trouxe a culpa e a desilusão.
Desacreditando na possibilidade de encontros mais felizes, nos restando apenas a dor da depedida e de um coração partido.

Zona de Conforto (03/09/07)

Quão confortável é permanecermos em nós mesmos.
Culpabilizando pelos nossos erros aquilo que está fora de nossa pele.
Glorificando como nosso êxito o que foi somente percebido posteriormente à diversas manifestações.
A vida convida a desafios, á superação, à mudança de caminhos para que assim possamos sair do lugar no qual viemos.
Pena, saber que a comodidade e a insegurança atraem todos aqueles que se perdem em suas zonas de conforto.
Esperando que ali dentro escaparão de sentir o vazio que os torna presos á solidão.

A Relação

Economizamos palavras para não expormos aquilo que sentimos,
nos enclausurando nesta couraça fortemente adoemticada.
Guardamos abraços para não trocarmos o calor
que é tão sutilmente expelido quando nos deparamos com a frieza de outros corações.
Poupamos soluções para relutarmos em sermos vitoriosos de nós mesmos,
não perdendo o sentido da busca da superação de nossos vazios.
Nossa fonte de vida, que deveria ser a relação,
está se tornando o tesouro que uns conquistam,
alguns gastam efêmeramente e
outros guardam debaixo do colchão,
esperando por um dia ideal para melhor puderem vivenciá-la.

Tempo (25/08/2007)


Não há mais o que se fazer diante do tempo que já se passou.
Enqunato os planos que traço ainda não terminaram, já se acabou a paciência, a boa vontade e a excitação.
No entanto, continuo planejando, pensando obsessivamente em começar aquilo que já deveria estar encaminhado pois agosto já está partindo e o ano, logo chegará ao fim.
Mal reparei nas oportunidades que apareceram, talvez não estivesse preparada ou então não pude acreditar que relamente as merecia.
Cá estou, preparando-me para aquele algo que passou pela minha frente e não enxerguei por estar ocupada demais pensando em me preparar para a minha grande chance.
Pois é, já chegou, não peguei e ainda me lamento ao invés de correr atrás do tempo perdido, enquanto o futuro ainda está por vir.

Sensação


Como é frustrante perceber que aquilo em que acreditava ser um sentimento genuíno,
não passava de um aglomerado de sensações internas e prazerosas
que me causaram momentos de exaltação.
Jovem coração que não foi adapatado a bater tão fortemente,
sempre economizando emoções intensas
a fim de manter-se em seu limiar de razão.
Para que viver na razão, se quando esta por obra do acaso é confrontada,
estravaza pela tangente dando vazão à irracionalidade e a confusão.
Talvez, se vivesse na escassez da razão
poupasse estes surtos tão longíquos de serem superados,
e assim, não magoaria aquele a quem jurei sentimentos no êxtase da profusão de sensações.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Ao verso

Alguma coisa me diz o que devo pensar.
Ela pode estar no ar, no lugar, no próprio ato de pensar, ou ainda , no estar.
Mas o que faço com esse pensamento meu corpo já não entende, ninguém compreende, e até a linguagem fica ausente, pois não sente vontade para explicar.
Ai ... como irei me expressar não pensando mais naquilo que dizem que penso,
nem naquilo outro que disse que pensava, e muito menos nisto em que pensei ainda agora.
Mas e aí?
O que pensar desse não pensar...
O que fazer com esse não fazer...
Como querer esse não querer...
e ainda assim ser este não ser?
Só penso, faço, quero e sei.
Do jeito que alguém me incentivou, diferente daquilo que me foi negado, da forma que ninguém me mostrou e que você me proporcionou.